Caçador de Eternidade

 

por Jair Oliveira

 

O clique, por mais despretensioso que seja, não escapa do abraço instantâneo da eternidade. Clicou, revelou, atolou o pé no “para sempre”. Assim, a fotografia torna-se a nobre arte de laçar o eterno. Pois desafia o tempo e transforma o presente em história, o íntimo em coletivo, o momento em memória. Retrata o consciente e o subconsciente, o material e o espiritual, o átomo e o infinito em imagens que não só contam como emocionam. Assim como a música é o ouvir além do ouvir, a fotografia é o olhar que transcende o olhar. E se pudéssemos constatar cientificamente, certamente descobriríamos que a alma ouve em música e enxerga em foto. Sublime é a missão do fotógrafo que, ao emprestar o seu olhar para alma coletiva, transforma-se em caçador de eternidade e propagador de emoções e sentimentos. Por Jair Oliveira (Compositor, músico e fotógrafo amador)

Rafael Ianni

 

por Sharon Eve Smith

 

A ligação com o universo da música começou cedo. Do primeiro discman ao iPod atual, todos os ritmos. Silêncio musicado. Memória auditiva. Aprendeu harmonia e melodia nas aulas de piano. Desde pequeno, um medo: crescer. Encontrou na fotografia uma maneira de guardar as memórias. Queria poder revisitar instantes quando sentisse saudade. Memória visual. Aprendeu abertura e velocidade na faculdade. Até o dia em que as paixões se cruzaram e câmera fotográfica virou credencial de show. Aprendeu a enxergar imagens sonoras, escrever partituras com pixels e a congelar notas musicais que nunca desafinam.

 

O cara por trás dos cliques tem alma antiga, coração bom, é amigo pra toda hora e segue suas paixões com determinação. Tem também humor ácido camuflado de azul e uma cara de pau de dar inveja. Parece uma boa canção; depois de ouvi-la algumas vezes, não sai do setlist.